Sexta-feira, Setembro 05, 2008
"In her eyes, I sense a story never told.
Behind the disguise, there's something tearing... at her soul."
Strange Deja Vu- Dream Theater
Por Sarah Marques | ás 1:03 PM
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Quarta-feira, Agosto 20, 2008
As coisas começam a mudar em algum ponto da vida, quando você descobre que não tem mais uma regrinha para seguir. O manual deixa de ser apenas estudar e ser educada com os outros. É quando se começa a tomar decisões, que percebe-se que o que você fazia até agora, foi decidido por outra pessoa. Ela provavelmente estava tão confusa quanto você é agora, quando decidiu.
É enlouquecedor descobrir a vida. Principalmente porquê ela não vem com manual de instrução, e tudo o que se possui é um catálogo da infância, desatualizado e de fonte duvidosa, que mais atrapalha do que ajuda. O que é realmente importante se torna algo nebuloso, e ser feliz ainda mais complicado.
Acho que isso é o mais engraçado. Ao crescer, começamos a procurar pela felicidade. Quando crianças, simplesmente somos felizes.
"... Do everything you believe to be right
Doing it all the time
Fighting the fight you believe to be right
Doing it all the time
...
Don't you know that you can change the world?"
Suzie Hold On - Saxon
Por Sarah Marques | ás 7:24 PM
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Sexta-feira, Julho 04, 2008
Ele nunca foi de falar muito comigo. Não que eu já tenha feito qualquer coisa para tentar mudar este fato, honestamente, eu não sou do tipo de puxar conversa.
Por isso fiquei tão surpresa naquela noite. Eu caminhava de volta para casa, o encontrei no caminho. Por educação, seguimos juntos, a distância era pequena. Já me preparava para me despedir, quando ouvi uma risadinha nervosa. Não lembrava de o ter visto nervoso antes.
Também não lembro corretamente quais palavras ele usou, e por vezes me pergunto se parte delas eu nem ao menos cheguei a compreender.
(...)
"Quando você está lendo parece não enxergar o mundo real, nunca nota quando estão olhando ou falando com você. Há um brilho de fantasia,inebriante."
(...)
Falei um pouco mais com ele depois desse dia, mas não o vejo há muito, muito tempo.
Me pergunto por onde andará. Amigos que compreendem o silêncio mais do que as palavras são tão raros de achar.
Por Sarah Marques | ás 4:10 PM
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Quinta-feira, Maio 29, 2008
Eu imaginava se você responderia.
Queria saber mesmo se você entende sobre o que estou falando.
Acho graça na maneira com que as vezes busco por sinais em tudo que você me diz. Busco por aquilo que talvez nem exista, bem sei, mas essa busca me diverte.
Eu não vou parar de imaginar. Espero que você não deixe de tentar entender.
Por Sarah Marques | ás 10:07 AM
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Domingo, Maio 04, 2008
Acordei!
Por Sarah Marques | ás 11:44 AM
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Sexta-feira, Novembro 09, 2007
Discurso Sussurrado
Eu não tenho muito tempo, você sabe.
Digo isso porque sei que me entendes, sendo assim verás que o tempo, de que não disponho, vai além dos ponteiros e dos sinos marcando o horário inexistente.
Meu tempo acaba nas badaladas que soam no meu peito, inaudíveis para os que não conhecem minha alma.
Assim sendo, peço com urgência, atenção para o que digo.
Mas vejo agora, que passastes tempo demais distante dos meus livros. Sinto que nada mais poderei lhe revelar, pois nada do que digo surtirá o efeito esperado durante décadas de anciões.
Talvez um dia, espero eu, quando não mais falhares ao ser indagado da sua lealdade, possa minhas palavras outra vez lhe confiar.
Vá agora, mas vá pela penumbra. Evite que lhe vejam, e principalmente evite ver. Sim, insisto!
Já é hora de voltar.
Por Sarah Marques | ás 1:42 PM
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Quarta-feira, Outubro 31, 2007
Setenta vezes Sete
Por Sarah Marques | ás 4:16 PM
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Quinta-feira, Setembro 13, 2007
Jardim de Minha Alma
Há nele um local específico para cada desejo e lamento que por ventura possa brotar. Por certo, nele deve existir a lâmina adequada, para podar os espinhos da angústia e da mágoa que as rosas não desejam portar, pois elas crêem na primavera. Ao cortar algo de si mesmas permitem que eu sobreviva a passagem das estações.
Não creio que um jardineiro deva podá-lo ou nele habitar. Confio á chuva e ao luar a tarefa de refrescar meus sentimentos, assim como o alecrim dourado.
Por fim, ao vento designo a capacidade de arejar meu coração, carregando as folhas secas e trazendo para perto de mim o pólen, que mesmo distante é capaz de aquecer meu coração e despertar amor, capacidade esta que os raios solares, tão próximos, não possuem e não são capazes de adquirir.
Por Sarah Marques | ás 6:24 PM
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Segunda-feira, Julho 09, 2007
Eu com seis anos - 1997
Há uma certa graça na maneira como me pareço com o que fui há dez anos.
Talvez por ter me apaixonado desde cedo pelas coisas que hoje ainda me encantam mas, principalmente porque, minhas paixões são o que fazem eu ser o que sou.
Aquela garotinha de cachos castanhos e bochechas rosadas, tinha todos os ingredientes que hoje possuo. Com seis anos, eu não queria ser bailarina ou veterinária.
Queria sim, escrever livros, ter o poder de me levar aonde eu bem entende-se apenas sentindo as palavras dentro de mim.
Lembro-me de passar as manhãs com o olhar ao longe, imaginando aventuras tão reais quanto o meu quarto ao redor. Jardins escondidos e passagens secretas há menos de um palmo de distância.
Me perguntava qual a necessidade de brinquedos quando há tantas maravilhas para se imaginar, não havia tempo o bastante para tudo em que eu desejava pensar.
Talvez por ficar longos períodos sozinha, estar só tornou-se minha principal diversão.
Ler e sentir o que eu lia, ver os meus pensamentos se tornarem reais na minha escrita.
Como um amigo imaginário, a escrita e a leitura. O poder de imaginar.
Até mesmo a música clássica, não como hoje a aprecio, mas de uma forma únicamente sentida pelas crianças.
Entretanto, em um ponto a garotinha que fui se difere de mim. E nisso, admito, a pequena Sarah deve me condenar.
A sua coragem. Já não a possuo.
Se pudesse reclamar quanto a isso, tenho certeza de que muito me diria.
A força que me fazia lutar contra a tristeza enfraqueceu.
E tanto que eu quando pequena criticava o amor meloso, e achava graça naquelas mocinhas dos livros que sofriam por algo tão fraco e cínico quanto o amor romântico.
Em nada o amor se compara a beleza da lealdade entre amigos. Ele é mentiroso e interesseiro.
A amizade pura e honrada.
Minhas histórias se passavam entre amizades eternas, capazes de qualquer sacrifício.
A pequena Sarah, sem dúvidas era mais forte.
Quem diria que crescer seria meu maior erro.
Á ela peço perdão, mas também que me compreenda.
Saber o caminho correto não é o suficiente para me impedir de sentir.
E sentindo, inevitavelmente de sofrer.
Por Sarah Marques | ás 4:49 PM
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Terça-feira, Junho 12, 2007
Sobre o perdão
Essa casquinha fez uma ponte sobre a ferida
porque feridas abertas
são como abismos por dentro.
Rita Apoena
Por Sarah Marques | ás 9:50 PM
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Segunda-feira, Junho 04, 2007
Recentemente adquiri uma paixão desenfreada pelo Google Acadêmico.
A simples idéia de pensar em um tema qualquer e em seguida ter a minha disposição trabalhos completos discutindo sobre ele, é uma sensação que não sou capaz de descrever.
Estou ciente de que, de uma maneira geral, é justamente esse o objetivo da internet, mas o fato de pesquisar diretamente em artigos acadêmicos dá um charme especial, convenhamos.
"A estética romântica fantástico-medieval"
Será a partir de escritores como William Morris, uma das referências de Tolkien, que poderemos chegar à origem da temática fantástico-medieval e fazer suas ligações com o Romantismo.
O inglês William Morris (1834-1896) foi um excêntrico sonhador,realizador, reformador político, empreendedor, socialista pioneiro, artista e escritor.
Olhava com nostalgia os tempos em que a industrialização ainda não havia atingido a seu país. Sua utopia criava um mundo repleto de campos e paisagens naturais, com cidades gloriosas nas quais viviam senhores nobres, camponeses fortes, damas e reis sábios. Realizou obras em arquitetura, escultura, metalurgia, vitrais, tapeçarias, móveis, papéis de parede, além de projetos gráficos de seus próprios livros. Poeta, escritor e tradutor, Morris escreveu romances que encapsulariam sua utopia romântica.
Sua paixão pelo medieval e idealização desse período fez com que a partir de antigos romances, como a busca do Graal, criasse um universo medieval, de própria autoria, assim como o fez Tolkien ao seguir seus passos.
A ficção de Morris combinava o Romantismo de Sir Walter Scott com um pouco do horror fantasmagórico de romancistas góticos como Horace Walpole.
No entanto ele inovou a partir do romance de fantasia heróica. Seu estilo refletia mistério e encantamento em paisagens incríveis, estranhas e aventurescas, num mundo ficcional fora do espaço e do tempo, não podendo ser encaixado na tradição literária inglesa.
Ao adotar a linguagem e o tom do medievo, Wiliam Morris também assimilou o sobrenaturalismo e a magia desta época.
Criava assim os alicerces da literatura de fantasia medieval em pleno florescimento do movimento denominado hoje Romantismo."
In "Mundos virtuais on-line de temática fantástico-medieval: herança romântica em embalagem tecnológica" Martha Werneck de Vasconcellos
Além desse, lí uma dissertação sobre a influência das cores no ambiente de trabalho, escrita para a obtenção do título de mestre em engenharia de produção, que foi igualmente interessante.
Procuro agora sobre a família Imperial Romanov.
Talvez depois sobre como eles colocam as listrinhas coloridas nas pastas de dente.
E qual será a composição do mel real que só pode ser consumido pela rainha da abelhas?
Ah...! A sede de saber não possui limitações...
Por Sarah Marques | ás 2:07 PM
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Sexta-feira, Abril 27, 2007
Ar
Contarei uma história bonitinha, de um tipo tão bobo que você não vai gostar.
A mocinha espia solitária, do alto da torre á luz do luar.
Lá por perto passava um cavalheiro, do tipo mais nobre que poderia passar.
Ambos procuravam algo que possuíam, mas nunca em sua vida iriam encontrar.
Contarei uma história tão tolinha que eu sei, nem eu mesma, irei suportar.
Por Sarah Marques | ás 1:43 PM
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Quarta-feira, Abril 04, 2007
Pelo vão de uma porta entreaberta, assisto á trechos da vida de um mundo de mentira.
Personagens que só existem por completo na minha mente, ultrapassavam a cena que vivo, me lansando no imaginário fantástico aonde prefiro ficar.
Capas negras passam velozmente a poucos metros de onde estou. Dedos branquíssimos manejam provocantes rosas vermelhas, arrancando gotas de sangue preciosos que mancham o verde musgo das folhas.
Mangas esvoassantes. Espadas, cantos e violinos.
Livros tão antigos quanto a alma. Paredes de pedra. Cortinas de veludo. Quadros gigantescos com milhares de detalhes de uma vila desconhecida. A lua.
Cavalgando por entre os mundos, sinto algo pressionando meu ombro, e acordo para a inevitável realidade. Perdida por não poder pernacer eternamente naquela em que desejo estar.
Por Sarah Marques | ás 4:45 PM
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Quinta-feira, Março 15, 2007
XVII
Perguntarão pela tua alma
A alma que é ternura,
Bondade,
Tristeza,
Amor.
Mas tu mostrarás a curva do teu vôo
Livre, por entre os mundos...
E eles compreenderão que a alma pesa.
Que é um segundo corpo,
E mais amargo,
Porque não se pode mostrar,
Porque não se pode ver...
Cecília Meireles
Por Sarah Marques | ás 3:15 PM
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Quarta-feira, Março 07, 2007
Chovia naquela manhã.
Não porque as condições climáticas assim o favorecia, gosto de crer que principalmente porque dentro de sua alma chovia.
Os passos acompanhavam o ritmo da chuva, e a mente dela tornou-se sonolenta em um certo grau em que tudo em que não se deseja realmente pensar, se torna a única coisa em seu pensamento.
Um piano tocava com tristeza em algum lugar, sua sombra passou pelo chafariz e lá ficou.
Levou consigo uma névoa. Azul.
"It's not romantic here in blue
swimming, swimming in blue.
You'll never know the love I felt
Wanting, waiting for you
It takes a weak heart to forget
Follow, follow it through"
Give Me A Reason- The Corrs
Por Sarah Marques | ás 3:48 PM
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Terça-feira, Fevereiro 27, 2007
Alguém cantou os meus medos em uma canção, e me fez escutar.
Porque seus olhos parecem tão tristes?
Eu posso ver a dor através do seu olhar.
Me conte algo belo, há tanto por isso espero.
Estou ouvindo, você não vai falar?
Por Sarah Marques | ás 4:37 PM
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Quarta-feira, Janeiro 31, 2007
Do não dito
São apenas.. coisas que não acredito poder explicar. Finjo não senti-las, e nelas pensar, mas estão lá, como fadinhas de unhas compridas a me cutucar.
Quando ando e sinto o vento cortar-me a alma, não é verdadeiramente ele que me aflige. Quando respondo afirmativamente á coisas das quais não concordo. Quando pareço acreditar em tudo em que não creio.
A fadas me cutucam, e me lembram do meu erro constante. De aos outros aparentar alguém que desconheço.
O erro talvez esteja, nos dias em que as nuvens parecem absurdamente brancas. Quando tento rir o mais que posso para não ouvir meu próprio lamento.
Quase nunca funciona.
Nessa frágil possibilidade de me acalmar que me apego. É como uma batida lenta, que nunca sessa.
Olhar para as pessoas que o cercam e sentir uma profunda solidão. Um total descompasso no ritmo das idéias, sentimentos, dos temores.
Diante de tantos, sentir-se sozinha, por simplesmente saber que nenhum deles entenderia o que não explicarei.
Nenhum deles notaria a nota em falso. A tristeza que vêm sem motivo aparente como se lá sempre estivesse, e pouco pretendesse mudar.
A importância de tudo o que não pretendo contar-lhes. Eles não perceberiam. E de mim, julgariam pouco. Como eu mesma o faço, muitas vezes.
Com pesar, de longe eu os observaria partindo na ignorância de tudo que não descobriram, e que nem a mim mesma fui capaz de revelar.
Por Sarah Marques | ás 9:56 PM
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Domingo, Janeiro 28, 2007
Personas
E então? - provavelmente ela diria, assim que me visse. Pelo simples fato de que uma pergunta que vêm do nada, e da qual a resposta não se tem certeza sobre o que está ligada, era o tipo de começo de conversa de que ela gostava.
Tinha um certo charme, incontrolável.
"Não vai me dizer o que está escrevendo aí?"- diria ela, depois de curtir durante alguns segundos a minha feição de dúvida.
"É só... coisas"- eu responderei, porque ser vaga é o tipo de coisa de que se espera de mim. Ou apenas porque não queria ter que responder.
"Certo"- diria ela, ou talvez não, porque o silêncio também é uma resposta. Ou uma careta. Indiscutível as suas caretas.
"Acho que vou... por ali" e apontaria para um lado qualquer, poupando qualquer questionação sobre as férias. Sem tempo para reclamar do calor do verão. E iria. Ao olhar para trás, daria um breve aceno. De maneira alguma esperaria mais do que isso.
Porque, nós duas sabíamos, não era necessário dizer para se saber que sentimos saudades.
Por Sarah Marques | ás 8:59 PM
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Segunda-feira, Janeiro 08, 2007
Me fale das coisas de que você gosta. Aquelas invisíveis que tanto lhe fazem bem.
Talvez o canto da boca da garotinha com quem você mais se importa.
Talvez o olhar daquele que lhe faz sonhar.
O sorriso relaxado das suas melhores amigas. Aquelas singulares, que nunca irá esquecer.
O cheiro conhecido de sua companheira de infância, com quem você dança nas festas familiares.
Aquela que te suporta quando você já não pode mais.
Preencha seus pensamentos, e então me conte.
Memórias podem ser tudo aquilo de que desejamos lembrar.
Por Sarah Marques | ás 4:52 PM
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